A cor do leite | Livro Rápido e Intenso

agosto 15, 2019


“esse é o meu livro e eu estou escrevendo ele com as minhas próprias mãos.⁣
[...]⁣

eu quero contar o que foi que aconteceu mas não posso ter pressa como os bezerros quando atravessam a porteira porque se eu for muito rápido eu vou tropeçar e cair e você vai querer que eu comece pelo começo.⁣

e esse é o começo.”⁣

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Olá, pessoas!

A volta dos que não foram! Fiz uma pesquisa aqui no meu instagram @neumanncaroline sobre conteúdos que a galera gostaria de ver por lá. Como eu amo esse bloguinho, vou colocando as informações mais completas por aqui.

Uma das sugestões foi trazer dicas sobre diversos temas e leitura foi um deles, então o post de hoje é sobre um livro que li recentemente: A cor do leite.

O livro

A cor do leite é um livro muito intenso e curto, portanto rápido de ler. A leitura é envolvente e simples no sentido de vocabulário, diálogos e pensamentos.
A história se passa em 1830 e 1831 e é contada em primeira pessoa através da narrativa da Mary, uma adolescente humilde de 15 anos que recém aprendeu a ler e escrever, inclusive o texto é todo escrito em letras minúsculas e tem alguns erros de concordância e ortografia, o que ressalta ainda mais a simplicidade e as características da protagonista.

Mary tem personalidade forte e zero papas na língua, uma jovem que enxerga a vida sem grandes expectativas e que em determinados momentos é inocente e em outros totalmente perspicaz. Ela é a caçula de 4 irmãs, todas vivem o pai, mãe e avô e trabalham dia a noite na fazenda cuidando dos animais e da plantação. 

O relacionamento com o pai é abusivo, pois o mesmo, que é extremamente machista, nunca aceitou o fato de ter tido 4 filhas mulheres. Fissurado por dinheiro, ele recebe a oferta de emprego para que uma de suas filhas vá trabalhar na casa do pastor. Ele escolhe Mary, pois ela tem uma pequena deficiência na perna, o que para ele é um problema que a atrasa em realizar os afazeres da fazenda.

Na casa do pastor aparentemente Mary tem muito mais conforto e menos trabalho duro a fazer do que em seus dias na fazenda, porém ela não é feliz e apenas aceita a situação por medo das atitudes de seu pai. Em meio a descobertas e uma nova rotina, essa etapa traz a Mary acontecimentos que mudam sua vida para sempre.

O que eu achei

Um livro que funciona como um soco no estômago e que retrata pela perspectiva de uma jovem do século XIX, toda a cultura machista, paternalista e a contradição e imposição da igreja. Alguns momentos divertido, em outros extremamente angustiante e triste.

Nos sentimos incapazes em meio a situações ruins que são toleradas e inclusive interpretadas com normalidade por aquela sociedade. Apenas consigo sentir muito empatia pela Mary, uma jovem muito forte e sem escolhas, mas que em nenhum momento dessa história deixou de ser ela mesma.




E aí, o que achou? Me conta nos comentários!

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